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Ei, isso NÃO é amor! O que é um relacionamento abusivo

  • Foto do escritor: Andreia Mello
    Andreia Mello
  • 15 de jan.
  • 4 min de leitura

Todo casal enfrenta desafios ao longo da relação. Afinal, unir duas pessoas com histórias, experiências e expectativas diferentes nem sempre é simples.

Porém, uma relação, quando abusiva ou "tóxica", caracteriza-se por apresentar agressões de ordem física, psicológica, sexual e financeira, onde uma das pessoas utiliza o poder para manipular e controlar o outro.

Relacionamentos saudáveis não deixam dúvidas. Quando uma pessoa está em um relacionamento abusivo, ela vai se sentir confusa, “pisando em ovos”, precisando ter cuidado com o que diz e faz, pois nunca sabe exatamente o que pode causar um problema no relacionamento.

 

Qualquer tipo de relacionamento, seja familiar, amoroso, com amigos ou no ambiente de trabalho em que haja intimidação, abuso ou jogo de poder, manipulação, perda da liberdade, punição, violência psicológica ou humilhação pode ser considerado abusivo. 

 

No início, o relacionamento pode parecer saudável e feliz. Porém, ao longo do tempo, um dos parceiros pode adotar comportamentos controladores e prejudiciais. E atenção, homens também podem ser vítimas de relacionamentos abusivos. Esta é uma realidade pouco mostrada na mídia e costuma passar longe das rodas de conversa, mas não deixa de ser menos preocupante.

 

Por isso, o mais importante na hora de entender se você está em um relacionamento abusivo, é ficar atento aos sinais:

 

1. Ciúme excessivo e controle

 

Com a justificava de “amar demais”, o ciúme deixa de ser normal e vira justificativa para o controle e o cerceamento da tomada de decisão. Surgem as agressões, as ofensas e a invasão de privacidade. Frases como “é porque eu te amo demais” ou “é para o seu bem” passam a fazer parte do repertório do(a) abusador(a) com o objetivo de controlar a outra pessoa. Além disso, em um relacionamento abusivo, é comum que o(a) abusador(a) não respeite o espaço individual da outra parte. Roubar senhas, mexer no celular, ler e-mails e mensagens, instalar programas de rastreamento, tudo isso é invasão de privacidade.

 

2. Afastamento de outras pessoas

 

Com o objetivo que a vítima passe a depender dele, o abusador começa a “isolar” a pessoa, afastando-a dos amigos e de familiares. As justificativas podem ser muitas: "fulano é má influência, ciclano dá em cima de você, não gosto daquela pessoa, aquela outra me trata mal". O fato é que ele(a) vai exigindo que a(o) companheira(o) se afaste das pessoas mais próximas.

 

3. Chantagem

 

A manipulação é uma ferramenta central no relacionamento abusivo. Se a(o) parceira(o) não aceita de forma pacífica do que é cobrada, o(a) abusador(a) costuma, então, usar de chantagem para conseguir o que quer. Seja dizendo que vai ficar doente ou vai se matar se a(o) companheira(o) não fizer algo, seja ameaçando terminar o relacionamento. A chave é saber o que mexe com a pessoa e usar disso para manipular.

 

4. Destruição da autoestima

 

Se no começo da relação a pessoa era incrível para a outra, aos poucos isso vai mudando. A mudança começa com “críticas construtivas” que vão se tornando cada vez mais comuns e pesadas. Sem perceber, a vítima vai perdendo a autoestima até achar que nenhuma outra pessoa vai amá-la se essa relação terminar.

 

5. Invalidação de sentimentos

 

A parte abusadora da relação vai dizer que aquilo que o outro sente é besteira ou imaginação da vítima. O objetivo é condicionar a pessoa a não falar nada e a achar que o que sente é bobagem. Assim, o medo, a dor e a tristeza de estar passando pelo abuso passam a ser enxergados como besteira, fazendo com que a vítima permaneça no relacionamento abusivo, mesmo infeliz.

 

6. Controle financeiro

 

É comum nas relações abusivas que uma das pessoas controle todo o dinheiro do casal e, por isso, passe a controlar também as atividades do outro. Quando um tem que pedir dinheiro para tudo, passa a existir espaço para que a outra pessoa negue e, assim, decida o que a vítima pode ou não fazer. Ou pode acontecer de uma das pessoas fazer compras ou investimentos com o dinheiro do casal sem consultar o outro. O resultado é que o outro pode ficar totalmente sem recursos e nem saber. 

 

7. Usar os filhos em chantagens

 

Quando o casal tem filhos, as coisas ficam mais complicadas. No relacionamento abusivo, a pessoa pode usar os filhos como ferramenta de chantagem. Ao invés de se preocupar com o bem-estar das crianças, é comum que o(a) abusador(a) as use como meio para conseguir o que se quer.

 

8. Exigir relação sexual

 

Isso nem sempre acontece de forma explícita. Não respeitar a vontade da outra pessoa, chantagear ou fazer ameaças para ter relações sexuais também são formas de abuso.

 

9. Ameaças

 

Quando a relação abusiva já está avançada, as ameaças se tornam comuns. Elas podem ser dos mais diferentes tipos: tirar o dinheiro, sumir com os filhos, agressões e até ameaças de morte. As ameaças são o principal indício de que a violência física pode acontecer a qualquer momento. A agressão vai "escalando". Começa com empurrões ou apertões e vai crescendo com o passar do tempo. Em casos extremos, a violência pode chegar a assassinato

  

Mesmo compreendendo que o relacionamento é abusivo e existe a necessidade de se afastar, muitas vezes, a vítima não consegue fazer isso rapidamente.

 

Na teoria, as coisas muitas vezes parecem ser mais simples do que são na prática. Entretanto, colocar um ponto final na ligação está longe de ser fácil, quase sempre devido a dependência que pode ser emocional ou financeira.

 

Nesse sentido, retomar a rede de apoio, elevar a autoestima por meio do autocuidado ou buscar o autoconhecimento é primordial. É preciso treinar a habilidade de reconhecer as próprias necessidades e atendê-las. O autocuidado pode ser cuidar da aparência, estar com as pessoas que ama, praticar atividades que gosta, fazer terapia ou adicionar atividades físicas e hobbies na rotina.

 

Ao terminar um relacionamento abusivo, a vítima precisa voltar a se relacionar com ela mesma, se dar a atenção que disponibilizava para o(a) abusador(a) e reencontrar prazer em viver a própria vida.

 
 
 

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